Como funciona o inventário arbóreo via inteligência artificial?
O inventário arbóreo via Inteligência Artificial (IA) automatiza a contagem e análise de árvores, substituindo o levantamento manual tradicional por tecnologias de sensoriamento remoto e visão computacional.
Na Metro Cúbico Engenharia, a incorporação de inteligência artificial revoluciona a metodologia do levantamento arbóreo. Esta tecnologia permite a análise precisa e automatizada de imagens aéreas e de sensoriamento remoto, identificando espécies, mensurando copas, alturas e diâmetros de troncos com elevada eficiência. A IA processa grandes volumes de dados em tempo reduzido, gerando inventários detalhados e mapas temáticos de cobertura vegetal. Este processo minimiza erros humanos e subjetividades, oferecendo um diagnóstico fitossanitário e quantitativo mais confiável para projetos de infraestrutura, licenciamento ambiental e planejamento urbano. A adoção dessa ferramenta reforça nosso compromisso com a inovação técnica e a sustentabilidade, assegurando que os aspectos ambientais sejam considerados com rigor científico e precisão em todas as nossas intervenções no território.
O que é levantamento arbóreo?
O levantamento arbóreo é um procedimento técnico e sistemático de coleta, análise e registro de dados relativos à população arbórea de uma determinada área. Este inventário quantitativo e qualitativo vai além de uma simples contagem de árvores, constituindo uma ferramenta fundamental para o planejamento urbano, a gestão ambiental e a execução de projetos de engenharia.
A execução de um levantamento arbóreo envolve etapas metodológicas bem definidas. Inicialmente, delimita-se a área de estudo. Em seguida, realiza-se o trabalho de campo, onde cada indivíduo arbóreo é georreferenciado e tem uma série de parâmetros mensurados. Entre os dados coletados mais comuns estão a identificação botânica (espécie), as dimensões (altura total, diâmetro à altura do peito – DAP, e projeção da copa), o estado fitossanitário (presença de pragas, doenças, podridões), o vigor, a localização em relação a infraestruturas e os conflitos potenciais, como interferência com redes elétricas ou calçadas.
O produto final é um relatório técnico detalhado, frequentemente acompanhado de mapas temáticos e uma planilha de dados. Esta documentação fornece um diagnóstico preciso da situação da arborização, permitindo a elaboração de planos de manejo, a definição de prioridades para podas ou supressões, o cálculo de compensações ambientais e a avaliação de riscos. Em contextos urbanos, é essencial para políticas públicas de arborização, auxiliando no equilíbrio entre o desenvolvimento da cidade e a preservação dos benefícios ecológicos, estéticos e sociais proporcionados pelas árvores. Em áreas rurais ou de preservação, serve como base para estudos ecológicos e planos de conservação. Portanto, o levantamento arbóreo é a base científica para qualquer intervenção consciente e sustentável no patrimônio arbóreo.

Como funciona o levantamento arbóreo via inteligência artificial?
O sistema opera através de quatro etapas principais:
– Coleta de Dados: Veículos equipados com câmeras 360º ou drones sobrevoam a área utilizando sensores LiDAR (laser) que emitem pulsos de luz para criar mapas 3D detalhados.
– Processamento por IA: Algoritmos de aprendizado de máquina analisam as imagens e nuvens de pontos coletadas. A IA é treinada para reconhecer padrões específicos, como o formato das folhas e a estrutura dos troncos.
– Identificação de Atributos: O sistema extrai automaticamente dados como:
– Espécie: Reconhecimento botânico automático.
– Dendrometria: Altura, diâmetro do tronco e volume da copa.
– Saúde: Detecção de pragas, doenças ou riscos de queda.
– Georreferenciamento: Cada árvore recebe uma localização exata por GPS, permitindo o monitoramento contínuo em mapas digitais.
Benefícios e Aplicações do levantamento arbóreo via IA
– Velocidade e Escala: Em São Paulo, a tecnologia está sendo usada para mapear mais de 650 mil árvores, um trabalho que levaria décadas se fosse feito manualmente.
– Manejo Estratégico: Facilita a identificação de locais para novos plantios e otimiza a manutenção preventiva para evitar acidentes.
– Sustentabilidade: Iniciativas como o Netflora da Embrapa utilizam essa tecnologia para o manejo florestal sustentável na Amazônia, reduzindo drasticamente os custos operacionais.



